quinta-feira, 20 de julho de 2017

Entidades sindicais organizam atos no Brasil para denunciar bloqueio dos EUA a Cuba


Por Érika Ceconi do portal CTB 

O secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial (FSM), Divanilton Pereira, realizou uma visita ao Consulado de Cuba em São Paulo, no último dia 4 de julho, para planejar as ações que serão realizadas no país contra o bloqueio político e econômico dos EUA à ilha caribenha - que este ano completou 55 anos.

A atividade irá inaugurar a Campanha Internacional de Solidariedade à Cuba que a FSM realizará no decorrer deste ano em todo o mundo. A data escolhida marca o início da Revolução Cubana quando os rebeldes fizeram o Assalto ao Quartel de Moncada em Santiago no dia 26 de julho de 1953.

Assista: 26 de julho de 53, assalto ao Moncada: O início da Revolução Cubana

A cônsul de Cuba em São Paulo, Nelida Hernandéz Carmona, apoiou a iniciativa. “Esta data é muito importante para o povo cubano”, declarou. Segundo ela, esta solidariedade internacional se faz necessária principalmente após as recentes declarações do presidente estadunidense Donald Trump que afirmou o cancelamento da política de aproximação dos Estados Unidos com Cuba, acordo firmado durante a gestão de Barack Obama.

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Nelida destacou ainda a urgência do fim do bloqueio político e econômico contra Cuba e a devolução do território de Guantánamo – localizado a cerca de 800 quilômetros de Havana – onde os EUA mantêm uma prisão desde 2002.

Assista: Bloqueio: a guerra contra Cuba

No Brasil, as entidades filiadas e amigas da FSM realizarão ações nos consulados e na embaixada cubana em Brasília para denunciar estas ações e expressar sua solidariedade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

“Cuba não tem que receber lições dos Estados Unidos”, diz Raúl Castro

Discurso de Raúl Castro em destaque na capa do "Granma"
Do Opera Mundi

O presidente de Cuba, Raúl Castro afirmou em discurso na sessão de encerramento da Assembleia Nacional do Poder Popular cubano na última sexta-feira (14/07) que o país sofre uma “manipulação” em relação ao tema dos direitos humanos e que não tem que “receber lições” dos Estados Unidos.

“Recusamos a manipulação do tema dos direitos humanos que é feita contra Cuba. O nosso país tem muito de que se orgulhar pelos progressos alcançados e não tem que receber lições dos Estados Unidos nem de ninguém”, disse o líder cubano.

Em seu primeiro pronunciamento público sobre a mudança da política norte-americana de reaproximação diplomática com a ilha, Castro avaliou as medidas de Donald Trump como um “grande retrocesso” e classificou o discurso do norte-americano como “retórica ultrapassada, agressiva e provocatória”.

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Raúl Castro: Cuba estará sempre ao lado de Lula

“As decisões do presidente Trump ignoram o apoio de amplos setores norte-americanos, incluindo a maioria da imigração cubana, à suspensão do bloqueio econômico e à normalização das relações [entre Washington e Havana]”, destacou Raúl.

sábado, 15 de julho de 2017

Raúl Castro: Cuba estará sempre ao lado de Lula

Presidente de Cuba em discurso no parlamento cubano (14/06) - Foto: Estudios Revolución 
Em pronunciamento feito nesta sexta-feira, 14, na Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba (parlamento), o presidente cubano Raúl Castro voltou a expressar sua solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando sua condenação sem provas pelo juiz Sergio Moro como tentativa de impedir sua candidatura a presidente em 2018.
Lula faz discurso na sede do PT/São Paulo (13/06) - Foto: Ricardo Stuckert 
"Ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de perseguição política e manobras golpistas, expressamos nossa solidariedade ante o intento de impedir sua candidatura às eleições diretas com uma inabilitação judicial. Lula, Dilma, o Partido dos Trabalhadores e o povo brasileiro terão sempre Cuba ao seu lado", disse.

Assista:


Desde o golpe de 2016 contra Dilma, Raúl tem deixado claro, em seus discursos - como na Cúpula da ALBA em março e no seu último discurso, no mês passado, nesse mesmo parlamento, o apoio e solidariedade de Cuba ao PT, Dilma e Lula. 

Com informações do Brasil 247.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Marcelo Odebrecht: a corrupção em Cuba beira zero

Foto I: Dilma e Raúl Castro na inauguração do Porto de Mariel em Cuba - Roberto Stuckert Filho/PR
Foto II: Outdoor em Mariel: "Até a vitória sempre" - Derek R. Kolb 
Foto III: Odebrecht - Cicero Rodrigues/World Economic Forum
Marcelo Odebrecht afirmou em sua delação que não houve nenhum pedido de vantagem por parte de autoridades cubanas na construção do Porto de Mariel. No depoimento, Marcelo chega a dizer que a corrupção em Cuba "beira zero", o que seria comprovado por ministros terem carros simples e morarem na mesma casa.

As informações são do colunista Lauro Jardim do jornal "O Globo".

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Presidenta do Conselho Mundial da Paz denuncia o retrocesso na política dos EUA contra Cuba

Gomes durante Convenção de Solidariedade
a Cuba - Belo Horizonte - 15/06/17
Do site do Cebrapaz

Ao reagir contra as declarações feitas pelo presidente estadunidense Donald Trump em 15 de junho durante evento em Miami, na Flórida, movimentos da paz e em defesa da soberania das nações têm denunciado o “retrocesso diplomático” em que se baseia o cancelamento de um acordo de reaproximação assinado entre Cuba e os EUA em 2014, que levou inclusive à reabertura das Embaixadas e outras medidas importantes.

A presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, também emitiu nota, nesta quinta-feira (22), para apelar ao reforço do apoio ao povo cubano na defesa da sua soberania e de uma política internacional de respeito mútuo e amizade.

Leia o texto a seguir:

Denunciamos o retrocesso diplomático e a ingerência dos EUA contra Cuba!

Com indignação e enfático rechaço, denunciamos o retrocesso da política externa dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump com relação à Cuba revolucionária, um retrocesso que evidencia a escolha do novo presidente pelas ameaças e chantagens usadas costumeiramente pela potência imperialista contra o povo cubano.

O Conselho Mundial da Paz somou-se aos movimentos, entidades e governos solidários à República de Cuba no apoio e na celebração da vitória diplomática do povo cubano desde o anúncio de restabelecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos, em 2014.

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Simultaneamente, ao lado do povo cubano, exigimos sempre o fim do intervencionismo estadunidense que constantemente tenta perturbar o progresso da revolução cubana e isolar a nação através de um bloqueio criminoso imposto há mais de cinco décadas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

“Cuba não realizará concessões inerentes a sua soberania e independência"

Parrila durante conferência de imprensa em Viena/Áustria (19/06) - Efe
Do Opera Mundi

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou nesta segunda-feira (19/06) que Havana segue aberta ao diálogo com Washington, mas que “não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos”, em referência à anulação parcial por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, às políticas de reaproximação entre os dois países na última sexta-feira (16/06).

Em Viena, na Áustria, onde se encontra em visita para avançar as relações bilaterais entre Cuba e o país europeu, Parrilla disse que a política do governo Trump em relação a Havana recrudesce o bloqueio imposto há quase seis décadas, constituindo “um retrocesso nas relações entre os dois países e um retorno à mesma política falida aplicada por administrações norte-americanas anteriores”.

“Não será um decreto presidencial norte-americano que irá desviar o rumo soberano de Cuba”, disse o chanceler. “Cuba não realizará concessões inerentes a sua soberania e independência, não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos, como nunca o fez ao longo da história da Revolução”, prosseguiu.

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Ao mesmo tempo, o ministro reiterou a vontade de Havana de “dar continuidade ao diálogo respeitoso e à cooperação em temas de interesse mútuo sobre a base da igualdade, da reciprocidade e do absoluto respeito à independência e à soberania de Cuba”.

Cuba: qualquer estratégia para mudar nosso sistema socialista estará condenada ao fracasso

Governo cubano diz que EUA não está em condições de dar lições e que cubanos continuarão firmes na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável.
Outdoor em Cuba: "Pátria ou morte: Venceremos!"
Na última sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento do acordo firmando, em dezembro de 2014, pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, e pelo ex-presidente estadunidense, Barack Obama. Com um discurso típico da guerra fria, o atual mandatário estadunidense ainda reafirmou seu apoio pessoal ao bloqueio contra Cuba, política adotada desde década de 60 e que não foi alterada por Obama.

Cuba reagiu às medidas de Trump dizendo que qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social de Cuba estará condenada ao fracasso. Governo cubano ainda disse que EUA não está em condições de dar lições e que cubanos continuarão firmes na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável.

Leia declaração do governo revolucionário de Cuba sobre as novas medidas de Trump:

Em 16 de Junho de 2017, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, num discurso, carregado de uma retórica hostil, que relembrou os tempos da confrontação aberta com nosso país, proferido em um teatro em Miami, anunciou a política do seu governo para Cuba, a qual reverte avanços alcançados nos dois últimos anos, depois que em 17 de dezembro de 2014 os presidentes Raúl Castro Ruz e Barack Obama fizeram pública a decisão de restabelecer as relações diplomáticas e iniciar um processo encaminhado à normalização dos vínculos bilaterais.

No que constitui um retrocesso nas relações entre os dois países, Trump proferiu um discurso e assinou no próprio ato uma diretiva de política denominada “Memorando Presidencial de Segurança Nacional”, dispondo a eliminação dos intercâmbios educacionais “povo a povo” a título individual e uma maior fiscalização de todos os viajantes estadunidenses para Cuba, bem como a proibição das transações econômicas, comerciais e financeiras de companhias estadunidenses com empresas cubanas vinculadas com as Forças Armadas Revolucionárias e os serviços de inteligência e segurança, tudo isto com o pretendido objetivo de privar o país de receitas. O mandatário estadunidense justificou esta política com supostas preocupações a respeito da situação dos direitos humanos em Cuba e pela necessidade de aplicar de maneira rigorosa as leis do bloqueio, condicionando o seu levantamento, bem como qualquer melhora nas relações bilaterais, a que o nosso país realize mudanças inerentes no seu ordenamento constitucional.

Trump derrogou também a Diretiva Presidencial de Política “Normalização das relações entre Estados Unidos da América e Cuba”, emitida pelo presidente Obama em 14 de Outubro de 2016, a qual não escondia o carácter de ingerência da política estadunidense, nem o seu objetivo de fazer avançar os seus interesses no intuito de conseguir mudanças na ordem econômica, política e social do nosso país, mas reconhecia a independência, soberania e autodeterminação de Cuba e o governo cubano como um interlocutor legítimo e igual, bem como os benefícios que traria a ambos os países e povos uma relação de convivência civilizada dentro das grandes diferenças existentes entre os dois governos. Ademais disso, admitia que o bloqueio constituía uma política obsoleta e que devia ser eliminado.

Leia também: Solidários a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump

Mais uma vez, o governo dos Estados Unidos da América recorre aos métodos de coerção do passado, ao adotar medidas de recrudescimento do bloqueio, em vigência desde fevereiro de 1962, que não só provocam danos e privações ao povo cubano, constituindo um inegável obstáculo para o desenvolvimento da nossa economia, como também afeta a soberania e os interesses de outros países, provocando o repúdio internacional.

domingo, 18 de junho de 2017

Declaração final da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

Momento final da XXIII Convenção de Solidariedade a Cuba - Belo Horizonte - 17 de junho de 2017
Foto: Consulado de Cuba/Salvador - Edição/ Blog Solidários
XXIII CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA 
CARTA DE BELO HORIZONTE

Convocados pela Associação Cultural José Martí de Minas Gerais (ACJM_MG) e pelo Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, amigas e amigos da ilha sempre rebelde, representantes de dezenas de estados da Federação, organizações políticas, sociais, juvenis, religiosas, sindicais e estudantis estivemos presentes à "XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba", ocorrida de 15 a 17 de junho de 2017, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Neste grande evento prestamos nossas homenagens ao legado imortal do líder histórico da Revolução Cubana, Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz e ao Guerrilheiro Heroico Ernesto "Che" Guevara no 50 aniversário de seu assassinato. Também celebramos os 100 anos da Revolução Socialista de outubro, reconhecendo que somente o socialismo terminará com exploração imposta pelo neoliberalismo selvagem.

Num contexto em que a contraofensiva imperialista, a burguesia nacional e a grande imprensa pretendem calar nossas vozes; nesta hora de luta do povo brasileiro pela volta da democracia e por nenhum direito a menos; neste momento decisivo para a América Latina em sua luta por sua definitiva independência e soberania, o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba reafirma suas bandeiras de permanente compromisso e amizade com a Revolução Cubana.

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"Viva Fidel" - XXIII Convenção de Solidariedade a Cuba
Acrescentaremos o trabalho solidário conforme a realidade apresentada depois de conhecer a desastrosa decisão do presidente dos Estados Unidos de romper os acordos assinados há dois anos entre Obama e Cuba. Uma vez mais os EUA se colocam em uma posição isolada, ignorando a comunidade internacional na tentativa frustrada de derrotar a Revolução Cubana.