sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Em carta a Maduro, Raúl Castro reafirma apoio cubano à Venezuela

Assembleia Constituinte 'representa uma valiosa lição, que faz da Venezuela um símbolo para nosso continente', escreve Raúl; cubanos estarão sempre 'na primeira fileira da solidariedade militante' junto aos venezuelanos
Em março de 2016, Raúl Castro condecorou Nicolás Maduro com a Ordem José Martí - EFE
Do Opera Mundi

O presidente de Cuba, Raúl Castro, escreveu a seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, reiterando o apoio cubano ao governo venezuelano e à Assembleia Nacional Constituinte, instalada em Caracas na última sexta-feira (04/04).

Na carta, datada do último domingo (06/08) e divulgada pelo site Cubadebate nesta quarta-feira (09/08), Raúl diz que recebeu as notícias da eleição e da instalação da Constituinte na Venezuela “com imenso júbilo revolucionário”.

“Sem dúvidas este processo representa uma valiosa lição, que faz da Venezuela um símbolo para nosso continente, como afirmara Fidel com sua meridiana claridade”, escreve o presidente cubano.

Raúl fez referência a ações da oposição ao governo e à Constituinte, afirmando que “a experiência demonstra que cada ato de terror levanta a moral do povo, cada agressão o faz mais forte, cada golpe fortalece a unidade”.

“Virão dias de forte luta, de cerco internacional, de bloqueios, de limitações”, escreve Raúl, “mas também serão dias de criação e trabalho para os revolucionários e todo o povo venezuelano que, como até hoje, não estará sozinho e nos terá, os cubanos, na primeira fileira da solidariedade militante”, diz o presidente.

Leia a seguir a íntegra da carta de Raúl Castro a Nicolás Maduro: 

domingo, 6 de agosto de 2017

Vamos pra Cuba: Vem aí a Brigada Pelos Caminhos de Che Guevara

Que ir a Cuba e conhecer o legado de Che Guevara na sociedade cubana? E ainda se solidarizar com Cuba socialista? Então, saiba como:
Brigada lembrará os 50 anos da morte de Che - Reprodução/ACJM/RJ
No 50º aniversário do assassinato do comandante Ernesto "Che" Guevara, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) convida todos interessados na vida e no pesamento do guerrilheiro heroico a participarem da segunda edição da Brigada Internacional Pelos Caminhos de Che (Por los Caminos del Che) que será realizada entre os dias 1 e 15 de outubro de 2017.              

Inscrito na brigada, o brigadista participará das jornadas de trabalho voluntário como suporte no desenvolvimento agrícola e na esfera produtiva do país e visitará importantes centros vinculados a Che nas províncias de La Habana, Pinar del Rio, Santa Clara e Sancti Spiritus.         

O programa também contempla visitas a lugares de interesse histórico, econômico cultural e social, tanto na capital como nas províncias, conferência sobre a vigência do pensamento de Che vinculada à atualidade cubana, assim como encontros com organizadores da sociedade cubana.

São quatorze noites – delas, nove no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella”-CIJAM,  localizado no Município de Caimito, a 45 km da cidade de Havana e cinco em hotéis nas províncias.

A estadia terá o custo de 597 CUC (uma das moedas cubana. Pelo câmbio de hoje [05/08/17] seriam 568 euros ou 686 dólares) e inclui alojamento em habitações divididas com seis pessoas no caso do CIJAM, alimentação e transporte para todas as atividades da programação.

As jornadas de trabalho voluntário serão em áreas próximas ao CIJAM – acampamento criado em 1972 que conta com condições adequadas para satisfazer a vida coletiva e as necessidades das pessoas que visitam Cuba.

O brigadista deve se comprometer a cumprir o programa previsto e observar adequadamente as normas de conduta, disciplina e convivência social.

As inscrições estarão abertas até o dia 10 de setembro de 2017. No Brasil, a coordenadora nacional é Maria Antonieta Simões da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro.

Para maiores informações:

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vai pra Cuba! Compare desempenhos econômico e social de Cuba, Brasil e EUA

Vai pra Cuba! Saiba por que esse insulto da direita pode não ser ruim; assista no vídeo de Danilo Strano

"Vai pra Cuba", por Danilo Strano - Reprodução Nocaute/youtube
Do Nocaute

Quando alguém te mandar para a ilha socialista, veja bem o que os números dizem. O cientista político Danilo Strano te convida a comparar os desempenhos econômico e social de Cuba, do Brasil e dos Estados Unidos.

Assista:



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ato de Solidariedade a Cuba denuncia bloqueio e exige devolução de Guantánamo

Ato faz parte da Campanha Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM) em defesa de Cuba, inaugurada hoje em todo mundo

Por Érika Ceconi do portal CTB

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizou, nesta quarta-feira (26) no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) em São Paulo o “Ato Político em Solidariedade a Cuba”. A atividade faz parte da Campanha Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM) em defesa de Cuba inaugurada hoje.

Em todo o mundo, as entidades sindicais filiadas e amigas da FSM realizaram ações para denunciar o bloqueio político e econômico dos Estados Unidos e seus aliados contra a ilha caribenha e a devolução do território de Guantánamo ao povo cubano.


Representantes de diversas categorias, lideranças políticas e sociais da juventude, pacifistas, mulheres, negros entre outros prestigiaram a iniciativa na capital paulista que contou com a presença do cônsul cubano, Antonio Mata Salas.

O diplomata fez um histórico da resistência cubana durante mais de meio século de bloqueio e denunciou as recentes declarações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump contra Cuba.


Em nome da CTB, o vice-presidente Nivaldo Santana destacou: “Nosso compromisso é lutar pelo internacionalismo proletário. Este ato representa nossa constante solidariedade a Cuba”, frisou Santana durante sua fala no encerramento do ato.

11 cidades brasileiras celebram o 26 de julho, marco inicial da Revolução Cubana

Comemoração do dia da rebeldia cubana, em Santiago de Cuba/2015 - Foto: Rádio Rebelde
Do Bloco

Também conhecido como Dia da Rebeldia Cubana, o 26 de julho é uma das datas mais importantes para Cuba e toda América Latina. Em 26 de julho de 1953 Fidel, Raul e outros revolucionários tentaram tomar de assalto o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba. A tentativa foi frustrada e vários combatentes foram capturados e assassinados. Fidel foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Como advogado, fez ele próprio sua defesa, que ficou conhecida como 'A história me absolverá'.

Assista:


Em 1955 Fidel e outras combatentes do Quartel de Moncada exilados no México organizam o Movimento Revolucionário 26 de Julho; somam-se a eles outros revolucionários. Entre eles estava Ernesto Che Guevara. A bordo do iate Granma, em 2 de dezembro de 1956, retornam à Cuba clandestinamente e dão início a luta armada pelas montanhas de Sierra Maestra para a derrubada da ditadura de Fulgência Batista.

Em 1º de janeiro de 1959 triunfa a revolução cubana, Fulgêncio Batista foge e os revolucionários liderados por Fidel, Raul, Camilo, Che, Célia Sanchez tomam o poder e dão início ao governo socialista de Cuba, desenvolvendo fortemente áreas fundamentais com saúde, educação, direitos sociais, cultural, esporte, dentre outras.

Veja onde serão as comemorações do 26 de julho pelo Brasil:

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Fidel es Fidel": Brasília recebe exposição de fotos do líder da Revolução Cubana

Fidel Castro (2010), por Roberto Chile
Do site da CAL

Em 1984, o fotógrafo Roberto Chile começou a acompanhar o presidente cubano, Fidel Castro, em sua caminhada política. Durante 25 anos ele ficou ao lado do líder da Revolução Cubana, que governou o país durante 49 anos. Além de registrar os inúmeros momentos da trajetória do ex-presidente, morto em 25 de novembro de 2016, Chile também produziu inúmeros documentários e reportagens sobre a cultura e atualidades do seu país.

Apesar de todos esses anos ao lado de Fidel Castro, o fotógrafo, que nasceu em Havana, em 1954, só resolveu juntar em exposição as imagens, que ocuparam as páginas dos jornais do mundo inteiro durante anos, em 2015. A mostra “Fidel es Fidel” celebrou os 88 anos do líder máximo e guia ideológico da revolução e estreou no Memorial José Martí, na capital cubana, e esteve em Santiago de Cuba, Berlim, Viena, Luanda e Olinda (PE), entre outras cidades. Em 26 de julho a exposição volta, novamente, ao Brasil, para ocupar a galeria Acervo da Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL), em Brasília, onde permanece até 13 de agosto deste ano.


Uma parceria da CAL/UnB com a Embaixada de Cuba no Brasil, “Fidel es Fidel” reúne 17 fotos ( P&B e em cores), uma pintura e um vídeo. Um dos destaques é a foto “La estrella de Fidel”, que mostra a famosa boina do revolucionário e a estrela vermelha – parte integrante da bandeira de Cuba. Uma mostra de filmes cubanos completa o evento.

Conhecido como “El fotógrafo de Fidel” , Roberto Chile é tido como um verdadeiro artista da imagem. Ele documentou importantes momentos da história do seu país como o chamado “ El regresso del niño Elián González”, o garoto de cinco anos que, em novembro de 1999, saiu de Cuba com a mãe em um barco que naufragou a caminho da Flórida. A mãe faleceu e o garoto foi recolhido por pescadores, depois de três dias no mar. Levado para a casa de uma prima, em Miami, que resolveu ficar com ele, logo, o pai de Elián, que morava em Cuba, quis o filho de volta. O resultado da disputa judicial entre os parentes do menino, que moram na ilha caribenha e os que vivem nos EUA, se transformou numa das maiores disputas diplomáticas já travadas entre dois governos. Apesar da resistência dos parentes dos EUA, o menino foi devolvido ao seu país de origem.

Nas ladeiras do Himalaia, Nos meus olhos brilha você, Elogio da virtude, Simplesmente Korda e Ode à Revolução são alguns dos trabalhos produzidos por Chile, na sua brilhante e intensa carreira profissional.

Exposição vai até dia 13/08 - Reprodução: Embaixada de Cuba no Brasil

Serviço 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Entidades sindicais organizam atos no Brasil para denunciar bloqueio dos EUA a Cuba


Por Érika Ceconi do portal CTB 

O secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial (FSM), Divanilton Pereira, realizou uma visita ao Consulado de Cuba em São Paulo, no último dia 4 de julho, para planejar as ações que serão realizadas no país contra o bloqueio político e econômico dos EUA à ilha caribenha - que este ano completou 55 anos.

A atividade irá inaugurar a Campanha Internacional de Solidariedade à Cuba que a FSM realizará no decorrer deste ano em todo o mundo. A data escolhida marca o início da Revolução Cubana quando os rebeldes fizeram o Assalto ao Quartel de Moncada em Santiago no dia 26 de julho de 1953.

Assista: 26 de julho de 53, assalto ao Moncada: O início da Revolução Cubana

A cônsul de Cuba em São Paulo, Nelida Hernandéz Carmona, apoiou a iniciativa. “Esta data é muito importante para o povo cubano”, declarou. Segundo ela, esta solidariedade internacional se faz necessária principalmente após as recentes declarações do presidente estadunidense Donald Trump que afirmou o cancelamento da política de aproximação dos Estados Unidos com Cuba, acordo firmado durante a gestão de Barack Obama.

Leia também:
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Movimento brasileiro de solidariedade a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump
Raúl Castro: Cuba não tem que receber lições dos Estados Unidos

Nelida destacou ainda a urgência do fim do bloqueio político e econômico contra Cuba e a devolução do território de Guantánamo – localizado a cerca de 800 quilômetros de Havana – onde os EUA mantêm uma prisão desde 2002.

terça-feira, 18 de julho de 2017

“Cuba não tem que receber lições dos Estados Unidos”, diz Raúl Castro

Discurso de Raúl Castro em destaque na capa do "Granma"
Do Opera Mundi

O presidente de Cuba, Raúl Castro afirmou em discurso na sessão de encerramento da Assembleia Nacional do Poder Popular cubano na última sexta-feira (14/07) que o país sofre uma “manipulação” em relação ao tema dos direitos humanos e que não tem que “receber lições” dos Estados Unidos.

“Recusamos a manipulação do tema dos direitos humanos que é feita contra Cuba. O nosso país tem muito de que se orgulhar pelos progressos alcançados e não tem que receber lições dos Estados Unidos nem de ninguém”, disse o líder cubano.

Em seu primeiro pronunciamento público sobre a mudança da política norte-americana de reaproximação diplomática com a ilha, Castro avaliou as medidas de Donald Trump como um “grande retrocesso” e classificou o discurso do norte-americano como “retórica ultrapassada, agressiva e provocatória”.

Cuba: Qualquer estratégia para mudar nosso sistema socialista estará condenada ao fracasso
Raúl Castro: Cuba estará sempre ao lado de Lula

“As decisões do presidente Trump ignoram o apoio de amplos setores norte-americanos, incluindo a maioria da imigração cubana, à suspensão do bloqueio econômico e à normalização das relações [entre Washington e Havana]”, destacou Raúl.