sábado, 21 de abril de 2018

PT saúda Miguel Díaz-Canel, novo presidente de Cuba

Presidenta do PT, Gleisi Hoffmann; ao fundo Lula
Por Sturt Silva

O Partidos dos Trabalhadores (PT), através da presidenta Gleisi Hoffmann e da secretária de relações internacionais Monica Valente, parabenizou a eleição de Díaz-Canel.


Na nota de saudação, postada no site oficial do partido, o PT deseja êxito ao novo presidente cubano e reafirma que tem  certeza que o novo governo continuará o legado revolucionário de Fidel e Raúl.

Leia a íntegra:

O Partido dos Trabalhadores saúda com muita alegria a eleição do companheiro Miguel Díaz-Canel como Presidente da República de Cuba. 

Temos a certeza de que Díaz-Canel levará em frente a tarefa de continuar o legado dos companheiros Fidel e Raúl Castro, privilegiando a inclusão social, o desenvolvimento econômico com justiça social e soberania, cuja trajetória tanto nos inspira na América Latina e Caribe. 

Recebam, companheiro Díaz-Canel, amigos do Partido Comunista de Cuba e povo cubano, nossos profundos desejos de muito êxito e nosso abraço fraterno. 

Hasta la victoria, siempre! 

Gleisi Hoffmann, 
Presidenta Nacional 

Monica Valente, 
Secretária de Relações Internacionais 

São Paulo, 19 de abril de 2018.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Assista: Como será Cuba com Miguel Díaz-Canel?


O jornalista Breno Altman, diretor do site de notíciais internacionais, Opera Mundi, analisou quais serão os caminhos da Revolução Cubana com Miguel Díaz-Canel

Assista:

Conheça melhor o novo presidente de Cuba:

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Conheça Miguel Díaz-Canel, o novo presidente de Cuba

Díaz-Canel jogando basquete com garotos em uma escola cubana | Foto: Ahora
Por Fania Rodrigues no Brasil de Fato

"Companheiro deputado Miguel Díaz-Canel, a partir deste instante o senhor é o novo presidente do Conselho de Estado e de Ministros da Assembleia Nacional de Cuba. Aproxime-se e assuma a presidência", assim anunciou o presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo, na manhã desta quinta-feira (19). O sucessor de Raúl Castro foi eleito por unanimidade pelos parlamentares, na casa legislativa que é considerada uma das mais democráticas do mundo.

Em seu primeiro discurso, o novo presidente de Cuba disse que assume com "determinação o legado da geração histórica, que conquistou a Revolução Cubana" e compromete-se em seguir aprofundando o modelo socialista cubano. Díaz-Canel ressaltou ainda que o resultado de sua eleição é o reflexo de uma "determinação do povo", que participou massivamente da primeira e da segunda etapas da eleição, que escolheram os representantes do Congresso cubano.

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"Nesse mandato não há espaço para mudança brusca, apenas para a continuidade do modelo socialista cubano", resumiu. O novo presidente disse também que a tarefa da nova geração política que assume o poder neste mandato é "dar continuidade à Revolução Cubana" e que segue o exemplo do "líder da revolução, Fidel Castro, e do general do exército e primeiro-secretário do partido comunista, Raúl Castro".

Saiba quem é novo chefe de Estado cubano

Miguel Díaz-Canel: filho de um povo corajoso e de uma revolução

Novo presidente em evento sobre cultura digital, realizado ano passado| Foto: Radio Reloj
 Por Gustavo Veiga no Sul 21

Cuba construiu um épico de sua revolução. Os barbudos de Sierra Maestra lhe deram sua mística. A geração que conduzirá o país a partir de agora terá que conservá-la no século XXI. Fidel morreu em novembro de 2016 e Raul deixa o cargo máximo no governo. Não haverá um Castro no poder pela primeira vez em quase 60 anos. Miguel Díaz Canel, o novo chefe de Estado praticamente eleito, tinha pouco menos de um ano, quando as FAR (Forças Armadas Revolucionarias) rechaçaram a invasão mercenária de Playa Girón. A aventura foi planejada nos Estados Unidos, financiada e preparada com recursos da CIA.

O passado e o presente da ilha não podem ser compreendidos sem aquela subjetividade revolucionária. Se embasa na resiliência de um povo e seus dirigentes. De duas gerações que agora se fundem em uma. A que se vai já transmitiu seu legado e co-governou nestes anos com o até hoje primeiro vice-presidente Díaz Canel, o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla e o ministro da Cultura Abel Prieto, entre outros. Se o processo que está nascendo na Assembleia Nacional do Poder Popular se mantém no futuro, a revolução cubana terá dado outra mostra da sua força. Uma mais para incômodo de seus detratores e energia revitalizada para seus seguidores.

O engenheiro eletrônico Díaz Canel não poderá substituir o carisma de Fidel, nem a experiência negociadora do seu irmão mais jovem. Raúl Castro permanecerá à frente do Partido Comunista Cubano (PCC), como garantia de que a revolução seguirá seu rumo. Mesmo com 86 anos, ele se mantém vital, como outros comandantes que sairão do Conselho de Estado. Serão substituídos por homens e mulheres que não viveram como adultos o desembarque de Granma ou a crise dos mísseis. Aquele mundo bipolar já não é o mesmo, mas está sujeito a novas perseguições. Não existe mais a União Soviética e os mísseis deixaram de apontar da ilha para os Estados Unidos. Vladimir Putin não é Nikita Kruschev e as bombas hoje caem na Síria ou no próximo país que será carimbado de terrorista. A lista de Donald Trump, o novo führer planetário, segue alargando-se com inimigos. Cuba a integra e sua geração nascida durante a revolução deverá saber o que fazer com ela, como fizeram aqueles que a precederam na condução do país.

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O ministro de Relações Exteriores Parrilla já deu um sinal na última Conferência das Américas em Lima, Peru. No seu discurso – uma resposta muito firme ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence – declarou: “Hoje existe o perigo do retorno do uso da força, a imposição indiscriminada de medidas coercitivas unilaterais, inclusive, de golpes militares sangrentos”. Não parece o caso de Cuba que sobreviveu a guerra fria, a Playa Girón, às dezenas de tentativas de assassinato contra Fidel Castro, a um embargo unilateral dos Estados Unidos que é rechaçado todos os anos na ONU por uma maioria esmagadora. Somente votam a favor Estados Unidos e Israel, seu corpo policial no Oriente Médio.

Miguel Díaz-Canel eleito novo presidente de Cuba

Días-Canel faz seu primeiro discurso como presidente eleito de Cuba | Foto: Irene Pérez/Cubadebate
Por Sturt Silva 

Miguel Díaz-Canel foi eleito nesta nesta quinta (19/04) presidente de Cuba. Ele recebeu 603 dos 604 votos possíveis na Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento), o equivalente a 99,83% do total.

Díaz-Canel foi eleito pela Assembleia, órgão legislativo cujos deputados, eleitos pela população, tomaram posse na quarta (18/04). A Assembleia é a responsável por eleger, por sua vez, o Conselho de Estado, o organismo que governa o país. O Conselho é formado por 31 deputados – e o presidente do órgão, eleito pela assembleia, se torna, também, presidente da nação. Além dele, fazem parte do conselho um primeiro-vice-presidente, mais cinco vices, um secretário e mais 23 deputados.

Veja o anúncio do resultado no parlamento cubano:


O novo presidente ocupava, até ontem, o cargo de primeiro-vice-presidente. Díaz-Canel substitui Raúl Castro que estava no comando do país desde 2006. No entanto, Castro continuará como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, cargo que ocupa desde 2011 e no qual deve ficar até 2021.

A eleição de Díaz-Canel acontece em um dia simbólico para o pais: neste 19 de abril marca o 57º aniversário da vitória na tentativa de invasão da baía dos Porcos, ocasião em que um grupo paramilitar treinado e armado pela CIA tentou invadir a ilha para derrubar Fidel Castro. 
Novo presidente em evento sobre cultura digital, realizado ano passado| Foto: Radio Reloj
Quem é o novo presidente de Cuba?

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Parlamento cubano toma posse e indica candidatura de Miguel Díaz-Canel à presidência de Cuba

Assembleia Nacional do Poder Popular, o parlamento cubano | Foto: Irene Pérez/Cuba Debate
Por Sturt Silva

A nova Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba (parlamento), eleita em março passado, tomou posse nesta quarta-feira (18). 

Logo em seguida foi apresentada as candidaturas para a mesa diretora da casa. O atual presidente, Esteban Lazo Hernández e a atual vice-presidente, Ana María Mari Machado, foram eleitos por unanimidade.

Veja no vídeo da TV Cubana:


Uma vez eleita, e constituída, a Mesa Diretora do parlamento, foram nomeadas as candidaturas para a presidência, primeira vice-presidência, 5 vice-presidências e demais altos cargos do Conselho de Estado, órgão ligado à Assembleia e que governa o país.

Díaz-Canel | Foto: AFP
Para presidente foi indicado como candidato Miguel Díaz-Canel, engenheiro eletrônico, de 57 anos. Atual vice-presidente do país, Díaz foi dirigente estudantil e secretário da União da Juventude Comunista (UJC) na província de Villa Clara. Na década de 90 comandou o Partido Comunista Cubano (PCC) em Villa Clara e Holguín. Nos anos 2000 se destacou como dirigente nacional sendo nomeado ministro da educação superior em 2009, vice-presidente do Conselho de Ministro (órgão executivo do país) em 2012 e eleito vice-presidente do Conselho de Estado em 2013.

Para vice-presidente foi indicado Salvador Valdés Mesa, engenheiro agrônomo, de 68 anos. Ex-ministro do trabalho, na década de 90, Valdés comandou o partido em Camagüey e presidiu a Central dos Trabalhadores Cubanos (CTC) entre os anos de 2006 e 2013.

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Para as outras cinco vice-presidências foram indicados Ramiro Valdés Menéndez, Roberto Tomas Morales Ojeda, Gladys María Bejerano Portela, Inés María Chapman e Beatriz Jhonson Urrutia.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Cuba não aceitará ameaças nem chantagens dos Estados Unidos, afirma chanceler cubano

Bruno Rodríguez discursa na Cúpula das Américas | Foto: Chancelaria do Peru
Do Resistência 

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, fez um abrangente pronunciamento na VIII Cúpula das Américas, realizada dias 13 e 14 de abril, em Lima, Peru.

O diplomata insistiu na histórica posição cubana de promover mudanças nas relações hemisféricas, destacando que a América Latina “continua sendo saqueada, sofrendo intervenções e vilipendiada pelo imperialismo norte-americano”.

Rodríguez expressou solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela: “Como voz da irmã e heroica Venezuela, estamos aqui para defender sua livre determinação e reiterar a invariável solidariedade de Cuba com a união cívico-militar bolivariana e chavista do povo venezuelano, encabeçada por seu presidente constitucional. Desejamos êxitos à próxima eleição presidencial”.

O chanceler socialista fez um veemente apelo pela libertação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ele considerado “preso político”: “[…] utiliza-se a luta contra a corrupção como uma arma política; os procuradores e juízes atuam como ‘partidos políticos’ e se impede que os eleitores votem em candidatos com forte apoio popular, como é o caso do presidente, preso político, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja liberdade exigimos”.

O representante cubano voltou a denunciar o bloqueio estadunidense e reiterou que seu país não se submeterá a ameaças nem à chantagem do governo Trump.


Leia a íntegra do discurso:

Cuba responde aos EUA: não desistiremos do socialismo

Rodríguez discursa na Cúpula das Américas | Foto: Chancelaria do Peru

Réplica do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, a Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos, na VIII Cúpula das Américas, proferida em Lima (Peru), no dia 14 de abril de 2018.


Leia a íntegra do discurso: 

O senhor vice-presidente dos Estados Unidos da América parece mal informado, ignora a realidade, esconde a verdade.

Quero perguntar diretamente ao senhor Pence se a Doutrina Monroe orienta seu governo ou não em sua política em relação à América Latina.

Quero responder com palavras de Simón Bolívar: "Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a assolar a América Latina com misérias, em nome da liberdade".

E gostaria de citar José Martí: "O que eu fiz até agora, e farei, é para impedir que os Estados Unidos se espalhem pelas Antilhas e caiam com mais força sobre as terras da América".

Não é democrático atacar a Venezuela e mencionar o presidente Nicolás Maduro Moros, quando ele foi excluído e não está aqui para lhe responder.

Rejeito as insultuosas referências a Cuba e à Venezuela e a atitude humilhante que assumiu em relação à América Latina e o Caribe.